Ultimamente tenho aceitado tudo que me acontece como sendo obra do destino. No entanto, arrisco em dizer que esse errou seu tempo comigo. Como um simples suspiro, que logo que se encerra já nos exige fôlego para o próximo, minha vida se fez, de uma hora para outra, tão nova e diferente, que pela velocidade com que tudo passa acredito que o próprio destino se perdeu comigo.
Muita afronta eu acreditar nisso... Sei bem o que foi na verdade: quando se ama (...) o tempo voa e o destino torna-se finalmente o agora na tão antes viajante mente. Ao mesmo tempo que o coração torna-se do tamanho do mundo a mente relaxa e não consegue olhar para tão distante. Quem quer saber de destino então?
Porém, é quando isso acaba que então não se entende mais nada. O coração retorna para a terra sólida e fria enquanto a cabeça começa a abrir as portas antes fechadas, buscando encontrar os lugares que a paixão visitou. Tolice, segue o destino.
Memórias do Guarda-Roupa
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Mudanças
A leveza de um instante pode
trocar o rumo de uma história de modo que você não reconheça mais aquele livro.
Paramos em cada parágrafo procurando reencontrar aquilo que mais apreciávamos
no nosso personagem preferido. Como continuar lendo isso se nada mais faz
sentido?
A mudança é ambígua, perturba e
fascina. Ela embaralha, faz você segui-la sem descobrir o que a motiva, o
desconhecido não pode ser previsível. Confunde enquanto o passado distante aparece
tão perto para confortar, é um teste, até onde você consegue caminhar pelo que
amedronta?
Seu mistério é o seu sabor do
qual provamos e então descobrimos aquilo que nunca sentimos, os olhos se abrem
pela primeira vez e a vida acontece com o novo. O coração redesenha a emoção
que constrói um novo personagem, mas como o reconhecemos?
Tentamos angustiados encontrar a
razão de nossas mudanças e só descobrimos as dúvidas que nunca terão resposta. Nos
esquecemos que Ela é a vida acontecendo, criando seu caminho no sentido do
infinito e do imprevisível enchendo o vazio com a esperança do que é o novo.
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